Não é de forma despretensiosa que quis ter um blog, na verdade minha história com a escrita é longa, e vou ter tempo e espaço para escrever aqui sobre isso. Como já mencionei anteriormente, eu venho de uma época onde o analógico e o manual, eram as possibilidades mais acessíveis para todas as pessoas. Na verdade até meus 10 anos de idade o meio mais tecnológico que eu tinha de escrever era uma máquina de datilografar, Olivetti do meu pai. E não, eu não gostava de usar a máquina, gostava de papel e lápis preto.
Desde pequena eu gostava de escrever à lápis e em papel, as vezes lapiseira. E pasme, eu só passei a escrever meus escritos no computador em 2020.
Um dia durante uma seção de análise, meu analista me questionou:
– Por que você nunca usou o computador pra escrever?
Foi assim que me desafiei, e o primeiro texto veio em meados de maio de 2020, em plena pandemia de Covid-19. Foi um momento em que eu tinha tanta coisa para falar, e o texto saiu de forma tão intensa e, tenho que admitir, eu demorei demais para ficar digital!
Acho que não digitalizar o que eu escrevia, era uma forma inconsciente de continuar não sendo lida. Papeis acabam se perdendo, rasgando ou sumindo. E um arquivo salvo em um computador não é tão fácil de se perder. E talvez aquela, que escrevia de lápis e papel e tinha tanto medo de ser lida, não tinha coragem para digitalizar tantas palavras.
Porque depois de tanta coisa escrita, comecei a criar um outro problema, – pra quê escrever e guardar, se não vou fazer nada com isso?
E aquele amontoado de arquivo começou a me dar ansiedade rsrs
Nada é despretensioso